Written on Março 29th, 2012 at 7:55 am by

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Anita foi aprender equitação para casa do tio

Filipe, que é criador de cavalos.

Estes são os antepassados dos meus “puro-sangue” – diz o tio, mostrando os quadros da sala de estar. – Este é o Centauro e aquele o Ramsés II.

Não são formidáveis ? Mas tu deves estar com vontade

de ir ver as cavalariças. Vou chamar o teu primo.

É precisamente o primo Gil quem atravessa o pátio : vem da aldeia, onde foi comprar uma sela.

– Bom dia, Anita. Bom dia, Pantufa … Como

vêem, temos um novo galgo. Espero que se dêem

bem os três.

Pantufa abanava a cauda, saudando o novo amigo.

– Se quiseres, vamos já ver os cavalos -diz o

primo Gil a Anita.

– Vamos, sim. Gostava tanto ! – responde Anita.

À porta da cavalariça, dois cavalos esperam os visitantes. Um é cinzento e chama-se Vulcão. Outro é

baio e chama-se- Faísca.

Vulcão gosta muito de festas. Faísca desconfia

dos cãezinhos que não conhece e por isso relincha e

bate com a pata no chão.

– Estão de castigo? -pergunta o Pantufa.

– Não – respondem os pardais. -Estão a descansar.

– Quem está dentro deste compartimento ?

pergunta a Anita.

– É a égua Penélope, aquela que andava sempre

a correr atrás do Pantufa. Vai ter um potrozinho – responde o primo Gil.

– Posso vê-la ?

– Não, não, ela está muito cansada. Depois de

ter o potrozinho já poderás vir dar-lhe os bons-dias.

– Vai ser preciso arranjar palha para o potro diz o primo Gil.

– Está bem, vamos buscá-la imediatamente. Eu

ajudo-te, se quiseres. Aqui está um carrinho de mão

que me convem.

A palha está no celeiro. Do meio da palha salta

um ratinho, que saiu do seu esconderijo.

Pantufa persegue o rato até ao pátio. E no pátio

está … um cavalo !

– Não sou um cavalo. Sou um pónei, e chamo-me Corredor -diz o animal, todo ufano.

– E eu sou Pantufa, o cão. E esta é Anita, a

minha dona.

– Ela é amazona?

– Amazona? Que é isso?

– Vê-se logo que não percebes nada do assunto diz o Corredor.

Pam, pam, pam … É o moço da estrebaria que

está a ferrar de novo o cavalo Meteoro, bisneto

de Ramsés II, o favorito do tio Filipe.

– Deve doer-lhe, quando metem um prego no

pé, não?-pergunta o Pantufa.

– Não dói nada-responde o galgo-, porque

o prego entra só no casco.

– Queres experimentar montar a cavalo? pergunta o primo Gil a Anita.

– Sim, gostaria muito… Que estás tu a fazer?

– Estou a selar a Diana, a égua mais mansa do

tio Filipe.

– Olha, olha, está a vestir um cavalo -murmura

o Pantufa.

Sela, rédeas, estribos … Está tudo em ordem. Só

falta verificar a cilha.

– Pronto, já podes montar, Anita. Não, assim

não ! É preciso pôr o pé no estribo.

– Não é fácil subir para o cavalo.

-Vou ajudar-te -diz o primo.

Para aprender a andar a cavalo é preciso treino.

Um, dois, um, dois … A Diana anda à volta do

picadeiro.

– Vai tomar o freio nos dentes ! – grita Anita.

– Não vai, porque eu estou a segurá-la pela arreata.

– Tão depressa não, tão depressa não !

– Não é bem esta a posição correcta para montar a cavalo, mas amanhã será melhor.

No dia seguinte, Anita fez progressos e no terceiro

dia ainda mais. Diana tornou-se a sua montada preferida.

Todas as manhãs a égua espera um torrão de açúcar e, quando vê chegar a sua nova dona, faz-lhe um grande cumprimento, sacudindo a cabeça.

Após longo treino, Anita tornou-se excelente amazona. Agora passeia pelo campo e sente-se perfeitamente à vontade sobre a égua.

As pessoas ouvem-na vir ao longe e voltam-se à sua passagem:

– Viram passar a Anita no seu cavalo?

– Vimos. Ia tão veloz como o vento.

Quando Diana desce a colina a galope, os melros levantam voo e a lebre esconde-se com medo.

Diana pára à beira do regato.

– Não bebas muito depressa – diz a Anita à égua-, pois podes ficar doente.

Mas quem vem aí? É o Pantufa e o galgo do

primo, que chegam esbaforidos.

– Donde vêm vocês ?

– Estávamos aborrecidos em casa e resolvemos vir também-diz Pantufa, que chega quase sem fôlego.

Hoje é um grande dia para Anita, pois há um

concurso de equitação, organizado pelo clube da Espora de Ouro, e ela bem gostaria de ganhar o primeiro prémio.

Para isso, é necessário que a Diana tenha um

porte altivo. Anita sobe para uma cadeira, escova a

égua e penteia-lhe a crina.

– Não te mexas. Eu não demoro muito tempo,

e vais ficar linda, linda…

O concurso começou. Os concorrentes vieram de todas as terras vizinhas.

Agora é a vez de Anita. Ela aí vem, montada na

sua égua. Tem de saltar o obstáculo sem o fazer

cair. Oxalá a Diana consiga! …

Hop, já está !

Felizmente que a Diana não se recusa aos obstáculos. Há ainda uns dez a transpor. Mas Anita passa-os todos, sem derrubar nenhum. Depois anunciam

ao microfone:

Primeiro prémio: menina Anita.

O presidente do júri levanta-se e diz: – Aqui está a taça oferecida pelo clube da Espora de Ouro. Os meus parabéns.

Todos a aplaudem. Os jornalistas fazem perguntas:

– Como se chama o seu cavalo?

– Uma fotografia, por favor, para o Hipódromo !

Anita sente-se muito feliz. Acaricia a Diana e

pensa no tio Filipe e no primo Gil, que foram tão

amáveis para ela. Sem eles, como teria conseguido

aprender a montar ?

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Um Comentário a “ANITA A CAVALO


  1. vera

    7 years ago

    gostei

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