Written on Outubro 8th, 2011 at 9:32 am by

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Era uma vez um alfaiatezinho que estava sentado no seu banco a Coser
quando OUViU uma mulher a gritar na rua: – Doces de fruta para venda! O
alfaiate foi até à janela e gritou: – Por aqui, minha boa mulher. Quero
comprar os seus doces! A mulher, carregada com o seu pesado cesto, subiu
os três andares até à casa do alfaiate e mostrou-lhe todos os frascos de
doces e geleias.
O alfaiate abriu todos os frascos e cheirou todos os doces. Por
fim, disse:
– Quero comprar três colheres deste aqui. A mulher ficou
desapontada por vender tão pouco, mas preparou a quantidade pedida e
foi-se embora. O alfaiate espalhou o doce numa fatia de pão que colocou
ao seu lado na mesa. “Comerei o pão quando terminar esta camisa”, pensou
ele. O cheiro do doce cedo atraiu algumas moscas. – Fora daqui! – gritou
o alfaiatezinho. Mas as moscas não compreendiam a sua linguagem e
continuaram a voar à volta do pão com doce. Finalmente, furioso, o
alfaiate  atirou-lhes com um pedaço de tecido. Sete moscas caíram mortas
no chão. – fantástico – disse o alfaiate. – O mundo inteiro tem de saber
isto! – E, assim, fez um cinto em cabedal para eLe mesmo, no que
escreveu o seguinte: SEte  DE UMA só VEZ! Em seguida, depois de colocar
o cinto, partiu à descoberta do mundo. Ao sair, agarrou num pedaço de
queijo velho e guardou-o no bolso, a fim de o comer quando tivesse fome.
Já na rua, encontrou um passarinho e, sem nenhuma razão especial,
meteu-o também no bolso. Depois de sair da vila, encontrou um gigante
com um aspecto terrível. – Bom dia! – disse o pequeno alfaiate. – Eu vou
procurar fortuna pelo mundo. Gostarias de te juntares a mim? – Não sejas
idiota, pequeno insignificante! – respondeu o gigante com uma
gargalhada. – Repara no meu cinto, homem. Quando o gigante leu a
inscrição no cinto do alfaiatezinho, pensou que este tinha morto sete
homens. Contudo, não queria acreditar que aquele homenzinho pudesse  ser
assim tão forte. Então, decidiu pô-lo à prova. O gigante agarrou numa
pedra e apertou-a na mão até ficar em água. – Acho que não és capaz de
fazer o mesmo! – disse ele. O alfaiate tirou o queijo do bolso e
esmagou-o até fazer leite. O gigante não ficou convencido. Então,
agarrou noutra pedra e atirou-a até uma distância enorme. – Tenta fazer
o mesmo! – disse ele. – Nada mal – disse o alfaiatezinho – mas reparei
que ela caiu no chão. Tirando o passarinho do bolso, lançou-o para o ar.
O passarinho, ao ver-se livre, voou até os dois homens o perderem de
vista.

– Bom, se és tão forte, ajuda-me a transportar aquela árvore – disse o
gigante. – Com certeza – respondeu o alfaiatezinho -, pega tu no tronco
que eu carrego com a copa que, sem dúvida, é mais pesada. Como o gigante
caminhava à frente, não podia ver que o alfaiate ia confortavelmente
sentado nos ramos da árvore. Após algum tempo, o gigante exclamou: –
Estou esgotado. Tenho de repousar alguns instantes. O alfaiatezinho
saltou rapidamente para o chão e,
agarrando nos ramos, fingiu que os havia transportado todo o
trajecto.
– Acho que não és tão forte como disseste – disse ele.
Continuaram a caminhar até que encontraram uma cerejeira carregada de
cerejas. O gigante fez tombar a árvore para que o alfaiatezinho pudesse
colher algumas cerejas. Mas, quando este agarrou o ramo mais alto, a
árvore endireitou-se e projectou-o  fazendo-o voar por cima dela – Não
consegues sequer agarrar um pequeno ramo? – perguntou o gigante. – Claro
que consigo – respondeu o alfaiate. – Saltei por cima de propósito. E
tu, vê lá se consegues? O gigante tentou saltar, mas o seu pé ficou
preso nos ramos. Nesse preciso momento, o rei e a sua corte passaram por
ali. – Que se passa aqui? – quis saber o rei. – Pouca coisa, Majestade.
Apenas acabei de capturar este gigante – respondeu o alfaiatezinho. Como
o gigante tinha causado grandes estragos nas vizinhanças, o rei, como
recompensa, deu um saco de ouro ao alfaiatezinho. Não tardou que nas
vizinhanças todas as pessoas falassem do alfaiatezinho. E assim, o
alfaiatezinho encontrou glória e fortuna e viveu feliz para sempre.

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