Written on Março 1st, 2012 at 12:56 pm by

2 Comments

O CARRO FALANTE

Esta é a história de um carro esporte, azul que estava numa vitrina esperando por um comprador. Reconheceu seu dono em um rapaz que o olhava com insistência.

De fato o moço comprou o carro azul. O carro sentiu-se feliz. Enfim ia sair da vitrina e viver no meio do tráfego entre outros carros.

Logo em seguida o azulzinho estava no tráfego e quase sumia entre os ônibus e um caminhão. O barulho das buzinas e motores também o perturbava.

Seu dono foi trabalhar e ele ficou o dia todo em um estacionamento. Quis conversar com os carrões que estavam lá, mas nenhum lhe deu atenção. O carrinho azul não teve outro jeito senão ficar quieto e sem amigos.

De noite, na garagem da casa de seu dono, também ficou só e pensou:

“Estou me sentindo triste e sem família”.

O tempo passou. O carro azul continuou sem amigos. Estava ficando velho, a pintura estragada e o motor cansado. Era cada vez mais difícil subir ladeiras.

Uma vez o motor parou justo quando o carrinho es tava na linha do bonde. Sentiu-se muito envergonhado. Só com grande esforço o motor pegou outra vez. Seu dono estava zangado e isto deixava o azulzinho triste.

Dali foram direto para um mecânico, que disse:

“Eu não vou enganar o senhor. Este carrinho está tão ruim, que para ficar bom só trocando por um novo”.

Antes que o carrinho tivesse tido tempo para saber o que estava acontecendo, o seu dono já o tinha levado para um 1eilão de carros usados. Lá foi vendido outra vez. Mas o azulzinho continuava triste.

Seu dono n o reformou. Deixava-o dormir na rua, no frio e na neve. Desse jeito o carro azul ficava cada vez mais enferrujado e velho.

Uma noite o azulzinho foi roubado. O ladrão ficou parado com o carro debaixo de uma ponte. Tentava se esconder da polícia, que o procurava.

Quando a polícia se afastou, o ladrão pôs o carro em disparada. O azulzinho nem sabia que podia correr tanto. Mas o medo era muito. Principalmente quando viu um trem que vinha em sua direção. Estava aterrorizado.

Na rua seguinte, ao fazer uma curva, derrapou. Conseguiu desviar de um caminhão cheio de galinhas. Mas tinha perdido o controle e n sabia mais o que fazia.

Naquela confusão, bateu contra um bonde. Parece mesmo que os bondes eram o azar de sua vida.

Foi abandonado num ferro-velho. Passou o inverno coberto de neve e sem esperanças de voltar um dia a rodar outra vez. Havia lá vários carros também velhos e abandonados, mas n o quiseram para amigo.

Ainda continuava no mesmo lugar, quando chegou a primavera. A diferença é que agora não caía neve. Havia flores e os passarinhos cantavam à sua volta.

Um dia apareceu um rapazote, que indagou ao homem que tomava conta do ferro-velho:

“Quanto custa aquele ali?”

O rapaz, junto com um amigo, reformou o azulzinho. Deu-lhe nova pintura, nova capota, novos pneus, novo motor. Era ótimo ser moço outra vez.

Agora o azulzinho estava em forma. Até participou de corridas de calhambeques. Nunca tinha tido um dono que cuidasse tanto dele assim.

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2 Comentários a “O CARRO FALANTE”


  1. Vinicius

    3 years ago

    Adorei a história do carro azulzinho.


  2. Rosi Afonso

    3 years ago

    Li essa estórinha para meus filhos,achamos lindinha!
    Gosto muito de ler essas coisas para meus filhos,nós viajamos juntos no mundo da imaginação!É muito bom…..

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