Written on Setembro 18th, 2011 at 9:13 am by

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Em uma cidade distante, havia um jardim esplêndido, chamado Jardim do
Gigante. Lá, entre flores lindas e perfumadas e árvores, em toda parte
brincavam crianças alegres e barulhentas, depois das aulas. Estavam lá
em todas as estações, até no inverno, pois a neve e o gelo tornavam o
lugar muito lindo.
Mas, o jardim rodeava o castelo de um gigante famoso. E, um dia, este
voltou, após longa ausência. Viu as crianças entre as árvores e as
flores e se irritou muitíssimo.
— Que fazem aqui? berrou. Quem vos permitiu entrar aqui? Fora todos!
Os pequenos fugiram e o gigante cercou o jardim com um muro alto.
Fechou o portão com uma grossa corrente e pôs um aviso: “Proibido
entrar”.
Chegou o inverno e passou. A primavera veio a todos os lugares, menos
ao jardim do gigante egoísta.Ali não havia mais as crianças brincando,
nem as aves a cantar. Por isso, naquele silêncio, as árvores cresciam e
os campos, cobertos de neve, não deixavam a grama sair. Os únicos
contentes eram
a neve, o gelo e o vento gelado.
O gigante estava diante do fogo, envolto em cobertas, e não entendia o
porquê daquele frio e da escuridão. Ficava sempre pensando quando
voltaria a primavera. Mas, uma manhã, uma música alegre e forte lhe
chegou aos ouvidos.
Alguns meninos haviam entrado e subiam nas árvores. Os pássaros os
seguiam assobiando.
Árvores e grama estavam cheios de flores e plantas verdes. Somente um
pequenino não conseguia subir na árvore e chorava. O gigante disse: —
Sou egoísta. Expulsei as crianças do meu jardim e a primavera não
retornou aqui.
Mas hoje tudo mudará. Ajudarei o pequenino a subir na árvore…
E o gigante entrou no jardim.
Apavorados, os meninos queriam fugir, quando o gigante gritou: — Não,
não!
Fiquem! Eu sei que são vocês que trazem a primavera. Fiquem! Brincarei
com vocês! Depois pegou o pequeno chorão e lhe disse:
— Vamos para cima. Fique calmo. Colocou-o sobre o galho de uma árvore
que se cobriu de folhas e começou a florescer. O menino, feliz, abraçou
o gigante e o beijou com afeto.
Assim, as crianças voltaram a brincar no jardim maravilhoso e com elas
retornaram os pássaros alegres. O gigante brincava com eles e lhes
contava histórias dos países que havia visitado.
Passaram-se uns anos. As primaveras seguiam os verões, os outonos e os
invernos; mas a primavera voltava sempre ao jardim. O gigante, não mais
egoísta, brincava sempre com as crianças.
Desde aquela primeira vez, o gigante não vira mais o pequenino que ele
havia ajudado a subir na árvore. Muitas vezes, perguntava aos outros.
Eles diziam que não o conheciam. Todos achavam que ele teria ido para
algum outro lugar. Mas, o gigante vivia preocupado com o menino.
Era de novo inverno e o gigante, envelhecido, olhava o jardim coberto
de neve. Viu uma árvore florida. Debaixo da árvore, o menino que havia
procurado tanto. Mas, para o meninno, o tempo não havia passado. O velho
correu, abraçou o menino, depois lhe perguntou: — Mas por que o
tempo não passou? Eu estou velho; tu, ao invés, estás como então…
— Eu sou o espírito da bondade, respondeu-lhe a criança.Para mim, o
tempo não existe.Queria ver se estavas arrependido e, comoés, sincero,
vim convidar-te para o meu jardim. O gigante disse: — Com prazer. E
onde é? O pequeno lhe respondeu: — Olha. Apareceu o arco-íris.Depois,
tomando pela mão o gigante, foi com ele. No dia seguinte, quando as
crianças voltaram, encontraram o gigante adormecido para sempre debaixo
da árvore com flores prateadas. Estava sorrindo de felicidade.

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