Written on Março 24th, 2012 at 7:51 am by

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OS TRÊS PORQUINHOS

Era uma vez três porquinhos irmãos. O mais velho era muito ajuizado, por isso o chamavam de Prático. Em compensação, os outros dois não tinham juízo nenhum.

Um dia os três resolveram construir suas casas, num vale bem verde perto de uma floresta.

“Sinto cheiro de lobo mau por aqui”, disse Prático apontando para a floresta. “Precisamos fazer casas à prova de lobo.” Mas os outros dois não ligaram. O mais preguiçoso fez logo uma cabana de palha.

Depois desceu a estrada tocando sua flautinha, contente e despreocupado.

O segundo também não gostava de trabalhar, por isso fez uma casa de madeira. Em pouco tempo a casa estava pronta.

Não era uma casa muito resistente, mas ele não se preocupava com isso. Terminado o serviço, podia tocar violino e dançar.

Os dois porquinhos sem juízo resolveram ir ver o que Prático estava fazendo. O primeiro soprava sua flauta, o segundo tocava seu violino, e assim os dois se divertiam dançando pelo caminho.

Prático estava construindo sua casa de tijolos. Ele gostava de trabalhar e queria uma casa sólida e resistente. Sabia que na floresta ali perto morava o lobo mau, que gostava de pegar porquinhos para comer. Por isso trabalhava sem parar, levantando as paredes com tijolos e cimento.

Os dois porquinhos preguiçosos caíram na risada quando viram o irmão trabalhando no pesado.

“Quem é medroso precisa de abrigo bem resistente!”, caçoaram os dois, segurando a barriga de tanto rir.

“Largue disso e venha passear conosco!”, convidaram.

Mas Prático não parou de trabalhar. Estava muito ocupado para dar atenção àqueles dois pequenos sem juízo.

“O que eu quero é terminar minha casa, antes que lobo venha”, respondeu ele.

“Ah, ah, ah!”, riram os dois. “Casa à prova de lobo! Será uma fortaleza? Ah, ah, ah!” E se afastaram, dançando ao som da flauta e do violino.

“Podem rir, cantar e dançar”, disse Prático com ar muito serio. Mas, quando o lobo vier, eu estarei seguro e vocês vão chorar!”

“Ah, ah, ah!”, riram os dois outra vez. E foram passear na floresta, cantando, muito felizes da vida, sem pensar em mais nada.

O lobo estava de olho nos porquinhos desde que os vira por ali a construir suas casas. Ficou escondido, à espera dos dois alegres irmãozinhos. Já esfregava as mãos e se babava de gosto ao ver o almoço vir cantando em sua direção. Quando os porquinhos se aproximaram, o lobo saiu correndo atrás deles. Os dois fugiram em disparada!

O lobo os teria alcançado, se não tropeçasse na raiz de uma árvore. Mas eles conseguiram entrar em suas casas e fechar a porta depressa.

“Abra a porta, quero entrar!”, gritou o lobo diante da cabana de palha.

“Não abro!”, respondeu o porquinho.

O lobão ameaçou: “Eu mando e não peço, eu gosto de mandar.

Se não me obedecem, eu posso me zangar.

E sopro, e bufo, e ponho tudo no ar!”

O lobão soprou com tanta força que a pobre cabana de palha não resistiu e voou pelos ares. O porquinho saiu voando também! Mas teve tanta sorte, que foi cair junto à casa de madeira de seu irmão, que abriu a porta e deixou-o entrar no instante exato! O lobo já estava tão perto, que a porta até apertou-lhe o focinho.

“Vou enganar esses malcriados”, pensou o lobão.

“Tenho um plano genial. Vou fingir que vou embora, depois volto para apanhá-los!

Então entraram novamente e se puseram a cantar e a dançar.

“Ele foi embora!”, diziam rindo.”Parece que desistiu de nos pegar!” E dançavam contentes ao som do violino e da flauta.

Mas não dançaram por muito tempo. Logo alguém bateu à porta, e os dois levaram um grande susto.

Era o lobão outra vez, mas agora disfarçado.

Estava dentro de uma grande cesta, coberto com uma pele de ovelha.

“Quem é?”, perguntaram os porquinhos.

“Tenham pena da ovelhinha que não tem mãe e não tem pai! Abram a porta e a janela e me deixem entrar!”, respondeu o lobo imitando voz de ovelha.

Os porquinhos espiaram por uma fresta e viram o focinho e as patas do lobo aparecendo embaixo da pele de ovelha.

“Você não nos engana com essa pele de ovelha”, disseram os porquinhos. “Não vamos abrir nada!”

O lobo ficou furioso e soprou com tanta força, que a casa de madeira também não resistiu e se fez em pedaços. Os dois porquinhos saíram em desabalada corrida rumo casa de Prático. Entraram depressa e fecharam os ferrolhos, enquanto o lobão empurrava do lado de fora.

“Não tenham medo, na minha casa lobo não entra”, disse Prático, muito seguro de si.

Cada vez mais furioso, o lobão começou a bufar e a soprar a casa de tijolos. Mas a casa de Prático era mesmo firme: o lobo ficou roxo de tanto soprar e nem um tijolo se mexeu.

Percebendo que não conseguia derrubar a casa de tijolos, o lobo resolveu subir ao telhado para entrar pela chaminé. Mas havia um caldeirão de água fervendo no fogo e o lobo caiu bem dentro!

Todo queimado deu um urro de dor e subiu pela chaminé como um foguete!

Com as calças rasgadas, o lobão disparou para a floresta.

“Agora ele sabe que é melhor não se meter conosco!, disse o porquinho Pratico.

O lobo nunca mais apareceu por ali, e os três porquinhos irmãos puderam viver felizes na casa de tijolos, cantando e dançando alegremente.

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