Written on Novembro 15th, 2011 at 10:50 am by

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Era uma vez, uma moça que queria muito uma filinha. Um dia, ela
recebeu de uma feiticeira uma semente e plantou a semente num vaso.
Logo, logo, nasceu uma flor muito bonita. Sentadinha na flor, estava
uma meninatão pequinininha, mas tão pequenininha — menor que seu dedo
polegar — que ficou se chamando “Polegarzinha”.
Um dia, Polegarzinha estava dormindo numa casquinha de noz, quando
um sapo entrou por um vidro quebrado da janela.
O sapo falou:
— Puxa! Que lindeza que ela é! O meu filho, vai gostar de ter uma
noiva assim.
E, foi levando Polegarzinha lá pro jardim.
No dia seguinte de manhã, Polegarzinha acordou em cima de uma folha
verde, bem larga, que ia boiando pela a água. Aí, apareceu o sapo com o
filho e falou pra ela:
— Este é o seu noivo.
O filho do sapo ficou tão contente que só pôde dizer isto:
— Cuá! Cuá! Cuá! Cuáááááá!
Todos os peixes da lagoa ouviram o que o pai sapo falou e não
puderam acreditar que Polegarzinha fosse casar com um sapo.
Então eles começaram a bicar o pezzinho da folha, onde Polegarzinha
estava e, dali a pouco , a folha foi boiando lá para o regato, bem longe
do sapo.
De repente, um lamor de borboleta começou a puxar a folha e acabou
levando Polegarzinha pra mais longe ainda.
Foi então, que um besouro chegando voando e, quando viu
Polegarzinha, a levou para cima de uma árvoere. Primeiro o besouro achou
que Polegarzinha era muito linda, mas depois que os outros besouros, que
moravam na árvore, falaram que Polegarzinha era muito feia, ele também
achou que era. Aí, o besouro, voou com Polegarzinha para longe da árvore
e a deixou em cima de uma margarida. Então, Polegarzinha ficou sozinha
na floresta. Começou almoçar o mel das flores e a ouvir o cri-cri dos
bichinhos na mata.
Veio o verão , o otono, e aí chegou o tempo frio. Todos os pássaros
que Polegarzinha tinha escutado cantar, voaram para bem longe. Ela
acabou sozinha, sem comedinha de mel, e com muito frio. Começou a cair a
neve e cada floco de neve que caía nela você ia pensar que fosse com
você, que era um balde cheio de neve despejado na cabeça. Não esqueça
que Polegarzinha era menor que seu dedo polegar.
Uma rata do campo, teve pena da Polegarzinha e falou:
— Por que você não mora comigo, enquanto fizer frio?
Foi assim que Polegarzinha passou o enverno, bem quentinha, na casa
da rata do campo.
Um dia, a rata do campo, contou pra Polegarzinha que elas iam
receber a visita do bicho-topeira.
A rata do campo falou:
— Gostaria, Polegarzinha, que você contasse pra ele as
históriasmais bonitas que você sabe.
O bicho-toupeira, simpatizou muito com a Polegarzinha e cavou,
então, um túnel entre a casa da rata do campo e a casa dele.
Polegarzinha e a rata do campo, de vez enquanto, davam um passeio pelo
túnel.
Um dia, quando eles chegaram num lugar onde estava um passarinho
morto, o bicho-toupeira deu um pontapé nele. Polegarzinha teve pena da
avezinha morta e lembrou dos passarinhos que, no tempo do calor, tinham
cantado pra ela.
Ela mexeu, o passarinho bem devagar — e foi aí, que ela sentiu que
o passarinho não estava morto. Todas as noites ela ia ver o passarinho e
cuidou dele, o tempo todo com muito carinho.
Assim que o sol começou a brinlhar alegremente no céu, o passarinho
voou, embora feliz.
Polegarzinha ficou muito triste, porque ela estava noiva do
bicho-toupeira, mas não gostava da idéia de morar debaixo da terra. O
bicho-toupeira não ligava nem um pouquinho pro calor do sol,
prasflorzinhas do campo e pro céu azul. A rata do campo, tinha mandado
as aranhas tecerem o enxoval da Polegarzinha. E dali a pouco, já estaria
tudo pronto.
Polegarzinha falou, então que não queria casar coisa alguma, mas a
rata do campo achou que o bicho-toupeira ia ser um bom marido.
Polegarzinha só pensava que o bicho-toupeira podia era ser um pouco mais
bondoso e amigo das pessoas.
Estava chegando o dia do casamento. Polegarzinha foi então, lá pra
fora, pro meio do campo, pra saber se ia poder viver com o sol
brilhante, as lindas florzinhas, e ficar morando, pra sempre, num túnel.
Bem nessa hora, ela ouviu o barulho das asas do amiguinho passarinho
voando bem em cima da sua cabeça.
Assim que Polegarzinha contou toda a sua história, o passarinho
falou:
— Você não gosta do bicho-toupeira, por isso, não pode casar com
ele. Já vai chegar outra vez o tempo frio. Você quer ir comigo para uma
terra bem quente?
Polegarzinha respondeu:
— Quero ir com você sim.
E aí, subiu pras costas do passarinho, e si amarrou bem, com o cinto
do vestido pra não cair. Aí, o passarinho voou alto, alto no céu, pra
longe, por cima das florestas dos campos.
Polegarzinha chegou num outro país. O sol era muito mais quente e um
castelo antigo, todo branco, brilhava no meio da grama verdinha e ao
lado de um lago azul.
Uma porção de ninhos, estavam na torre mais alta do castelo e um
desses ninhos era a casa do amiguinho passarinho.
O passarinho falou:
— Vou botar você em cima da flor mais bonita que existe por aqui.
E botou Polegarzinha em cima de uma flor branca, linda linda!
Na flor branca, morava o rei das flores que quando viu Polegarzinha
quis logo casar com ela.
O Rei das Flores era completamente diferente do sapo e do
bicho-toupeira. Polegarzzinha achou que já gostava muito dele, porque
ele era simpático e bondoso.
Foi assim, que Polegarzinha, tempos depois, casou com o Rei das
Flores e virou a rainha das flores.
Todas as flores em volta, vieram cumprimentar Oo rei e a rainha, e o
amiguinho passarinho, lá em cima do ninho, cantou para eles o tempo
todo.

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