Written on Março 27th, 2012 at 7:54 am by

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SERÁ MESMO QUE É BICHO?


Debaixo da árvore apareceu um menino.

A libélula viu o menino e foi voando

chamar os outros bichos.

— Que bicho será?

— Será que está morto?

E os bichos, curiosos,

Começaram a pesquisar.

O pato olhou o pé e viu que não era pé-de-pato.

O galo olhou a cabeça:

— Que chique!

É cabeça de artista.

Tem topete,

não tem crista.

A galinha olhou a boca:

— Meu Deus! Como é diferente!

Esta boca não tem bico,

esta boca só tem dente.

O coelho olhou a pele:

— Que coisa engraçada.

Esta pele não tem pêlo.

Esta pele não tem pena.

Mas que pele mais pelada!

— Coitado! — disse o passarinho.

— Debaixo da árvore, tão sozinho,

vai ver que caiu de algum ninho.

Como se fosse um avião,

a libélula voou, voou,

pousou na ponta do dedão:

— Este bicho não tem rabo!

É um bicho diferente.

Asas também não tem,

nem atrás e nem na frente.

Mas que bicho mais estranho:

Não tem biço pra bicar.

Não tem rabo pra abanar.

Não tem asa pra voar.

Nem pé-de-pato pra nadar.

Afinal de contas, que bicho será?

— E se não for bicho? — disse o coelho preocupado.

— Ele é tão diferente!

— Ah, já sei! — disse a libélula.

È um filhote de gente.

— Meu Deus! — disse o passarinho

— Gente é muito perigoso.

Joga pedra no meu ninho.

— Não tem perigo! — falou o pato.

— Ele é muito pequenino.

Filhote de gente,

eles chamam de menino.

— Será que ele está morto?

Ou será que está

dormindo?

Quem sabe se

agora ele pode

estar ouvindo?

E os bichos, curiosos,

começaram a pesquisar.

O patinho subiu no peito,

para ouvir o coração.

O coração bateu tão forte

que jogou o pato no chão.

O pintinho subiu no nariz

para sentir a respiração.

Que legal! Um vento quente,

ah… atchim! Caiu no chão!

— Está vivo! — disseram eles

—, pois pode até espirrar.

Vamos acordá-lo

pra gente poder brincar.

Com bicada, bicadinha,

E mordida, mordidinha,

Vão fazendo uma cosquinha,

pro menino acordar.

E de repente…

“o menino levantou e

foi brincar com os

animais.”

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